quinta-feira, 15 de março de 2012

Uma carta de Tereza Urban para Ismael

Teresa Urban, a jornalista, foi presa e torturada durante o regime militar por suas posições ideológicas. Ela mandou uma carta para o garoto Ismael, de 19 anos, torturado pela PM no Uberaba na semana passada. Veja abaixo.

Caro Ismael,

Somos moradores da mesma cidade mas não nos conhecemos. Posso ter passado por você, ou você por mim, numa rua qualquer,mas nem nos olhamos, como é costume por aqui. Ou, então, vi você passar de bicicleta e mais uma vez pensei na vontade que tenho de fazer o mesmo, andar de bicicleta pela cidade, mas sempre deixo para depois. Mesmo assim, conheço bem seu olhar na foto publicada na Gazeta do Povo de terça-feira, dia 6. Já vi esse olhar antes, muitas vezes, mistura de perplexidade, humilhação, medo, dor e raiva (a raiva bem escondida para ninguém perceber) em quem foi agredido, espancado ou torturado. Eu mesma já tive esse olhar um dia.

Somos moradores da mesma cidade mas não nos conhecemos. Posso ter passado por você, ou você por mim, numa rua qualquer,

Por essas coisas todas – e porque você tem a idade de meu neto – quero te contar uma história (coisa que as avós adoram fazer). Em 1972, fui presa e levada para a Delegacia de Vigilância e Captura (não sei se ainda existe). Ficava na Rua Barão do Rio Branco, onde depois foi instalado o Museu da Imagem e do Som e durante muito tempo imaginei se os sons e as imagens guardadas nesse museu eram os das celas que ficavam na parte de trás do prédio.

Fui colocada na cela com umas 20 mulheres. Todas nuas, amontoadas. Havia também uma garota muito jovem. O que elas tinham feito? Vadiagem e atentado ao pudor, me explicaram. Eram prostitutas que, dia sim, dia não, eram detidas durante a madrugada e soltas no final da tarde. De tempos em tempos, os policiais jogavam água dentro da cela, segundo eles, para esfriar os ânimos.

A mangueira era grande como as usadas pelos bombeiros, e o jato feria a pele. Quanto mais as mulheres gritavam, mais forte era o jato. Quando a situação ficava insuportável, elas ofereciam a menina aos policiais, garantindo que era virgem. Mesmo com todo aguaceiro, o calor era insuportável e quando pediam água, os policiais traziam um balde e um caneco. Antes de entregá-lo às mulheres, urinavam dentro.

No final do dia, as mulheres eram liberadas. Pegavam as roupas guardadas num vão no alto da cela, se vestiam e saiam, levando junto a menina. Já era rotina. Em alguns dias, tudo isso voltaria a acontecer e ninguém, lá fora, saberia. Elas não contariam, é claro, e mesmo que contassem, quem iria ouvir?

Já tinha visto e sofrido maus tratos – afinal, eu era presa política – mas foi ali que compreendi que a tortura praticada nos quartéis durante a ditadura militar era só um prolongamento do que acontecia diariamente nas delegacias deste país. É verdade que o regime militar facilitou as coisas porque, se os homens fortes do pais permitiam a tortura, a morte e faziam desaparecer quem ousava levantar a voz, então “liberou geral”. Por isso, ninguém temia ser censurado ou punido por isso.

Gostaria de terminar a história assim: voltou a democracia, houve uma rigorosa investigação sobre os crimes cometidos durante a ditadura e todos os responsáveis foram punidos. Aí, acabaria o “liberou geral” e ninguém, em nenhuma delegacia, ia ter coragem de colocar a mão num preso porque saberia do risco. Aí, os policiais pensariam duas vezes antes de bater num menino de rua ou num garoto tatuado ou num jovem trabalhador negro numa bicicleta porque a tortura – qualquer tipo, em qualquer grau – foi banida do pais. Afinal a Constituição que conquistamos com tanto esforço em 1988 diz que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”.

Isso não aconteceu, Ismael, e 40 anos depois do começo de minha história, os velhos hábitos herdados da Inquisição portuguesa e praticados por séculos contra o africanos escravizados aparecem no seu olhar e na história contada nas páginas do jornal.

Mas então, por que estou escrevendo? Só para aumentar sua inquietação? Não, Ismael, escrevo para dizer que isso pode e precisa mudar. Exige coragem - que você e sua família tiveram – e exigem um compromisso da sociedade. O silêncio foi rompido pela imprensa e pela OAB. Agora, é preciso ir adiante. É preciso localizar os quartos dos horrores, onde é possível espancar uma pessoa, dar choques, sufocar com um saco plástico e ninguém mais, além dos algozes, fica sabendo. São estúdios especiais à prova de som, onde o terror reina? Existem máquinas de choque (talvez herdadas dos quartéis) ou usa-se a instalação elétrica comum, com fios descascados? Ninguém mais sabe ou ninguém se importa?

Sem responder a essas questões e punir que fez, quem viu, quem permitiu, quem se calou, não há política de segurança possível. Precisamos construir uma nova história. Para “congelar o crime” é preciso saber quem são os criminosos e a primeira lição básica está na própria Constituição Federal: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.”

Paz e bem, Ismael, para você e seus familiares.

'

Intervenção Urbana no Dia Internacional da Mulher

O CDHMP comemorou o Dia Internacional da Mulher com uma tarde e noite militante. A partir das 16 horas a militância ja estava à postos para a intervenção urbana em pleno centro de Foz do Iguaçu.
Com tinta, pincéis, bom papo, poesia e muito entusiasmo foi possível deixar marcado um pedacinho de Foz por onde passam milhares de pessoas por dia.
Graças a parceria com Sica Oliva, Lalan Bessoni e estudantes da Unila, o CDH levou a beleza e a conscientização para a Avenida Brasil.



































'

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO CDHMP JULHO 2010/NOVEMBRO 2011




O Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu foi fundado em 1991 como associação civil para a defesa e promoção dos direitos humanos. Após um período de seis anos de inatividade a instituição foi reorganizada no ano passado.

A primeira reunião de reestruturação aconteceu em março de 2010, na Escola Municipal do Jardim Naipi, seguida de reuniões no Colégio Monsenhor Guilherme e na sede do Megafone, até que finalmente o Centro passou a promover suas reuniões na sala 54 da Galeria Center Abbas.

O resultado das primeiras reuniões foi a modernização do Estatuto do CDH e aumento de seu leque de ações - abrigando agora a preservação da história da cidade, passando a denominar-se Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu, tendo como seu objetivo estratégico a construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária.

Hoje, a entidade está com o seu Estatuto devidamente registrado no Cartório de Títulos e Documentos, com o seu CNPJ ativado pela Receita Federal, é integrante do Movimento Nacional de Direitos Humanos, da Federação Internacional de Direitos Humanos e suas atividades são reconhecidas em nível nacional.

Entre as inúmeras atividades desenvolvidas em um ano e três

meses de atividade legal do CDHMP, cumpre destacar:

1. A promoção de ato de protesto chamando a atenção da população para os crimes cometidos em Foz do Iguaçu contra os adolescentes. Foi então realizada atividade cultural na Escola Municipal Carmelita de Souza Dias, recordando as chacinas da Favela Monsenhor Guilherme e do Porto Belo;

2. Articulação e participação nas manifestações a favor de um transporte coletivo de qualidade. Ato Público no TTU, caminhada até a Câmara Municipal, edição de jornal e participação na Audiência Pública onde o tema transporte foi discutido;

3. Promoção da vinda à Foz do Iguaçu do Padre Renzo Rossi, reconhecido lutador pelos direitos humanos e, especificamente, pela libertação dos presos políticos no período da ditadura civil-militar. Coleta de material de registro desta memória política, entrevista e palestra ministrada na UDC[1], para alunos dos cursos de extensão Direito e Jornalismo.

4. Promoção de cursos[2] de formação monitorados por agentes multiplicadores da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF);

5. Edição e distribuição do jornal Manifesto, números 1 e 2;

6. Em parceria com outras entidades de jornadas, promoção de conscientização dos direitos humanos, conscientização histórica e política, focando os crimes impunes cometidos pela ditadura civil-militar e suas conseqüências nos dias de hoje. Para a promoção de conscientização dos direitos humanos, foram realizadas 14 oficinas educativas sobre violação de direitos, violência e cidadania, a importância da denúncia, participação e organização popular para impulsionar as mudanças institucionais, sendo 12 oficinas em escolas do município[3] e outras 2 oficinas na Uniamérica[4] e Unioeste[5]. Paralelamente a estas oficinas, foram realizadas atividades de panfletagem, colagem de adesivos nas placas indicativas de nomes de rua e de escolas que homenageiam sujeitos e políticas atrozes do período ditatorial, num ato simbólico de questionamento dos valores sociais.


7. Participação em atividade em defesa de políticas de proteção ao meio-ambiente ocorrida no Iguassu Boulevard;

8. Participação nos conselhos municipais da Saúde, da Juventude, da Cultura e Antidrogas;

9. Participação na organização das sessões de Cine Debate no Teatro Barracão.

10. Em parceria com movimentos sociais, entidades e pesquisadores, promoção de manifestação contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, nos moldes em que se apresenta, com a realização de atividades culturais, debates, registro de depoimentos e memórias populares, no Teatro Barracão e na Praça da Bíblia;

11. Promoção, em parceria com a Unila[6], da realização do Seminário Repressão e Memória Política no Cone Sul;

12. Promoção, em parceria com outras entidades, de ato público no bairro Cidade Nova, comemorando o Dia do Trabalhador;

13. Promoção da vinda à Foz do Iguaçu, da Caravana da Anistia, com realização da sessão histórica de julgamentos com depoimentos a favor da vida e de denúncia de violação de direitos;

14. Realização de oficina – BRINDE - acerca das conseqüências do alcoolismo no comportamento social;

15. Realização de ato cultural do Apafunk, na Praça da Bíblia, pelo incentivo da cultura popular e na luta contra a criminalização da pobreza;

16. Promoção de convênio com a organização italiana CISP – Comitato Internazionale per lo Sviluppo dei Populi

17. Articulação de parceria com a entidade paraguaia Luna Nueva, visando ações para denunciar o tráfico de humanos na fronteira trinacional e em defesa da vida com dignidade;

18. Articulação com outros movimentos sociais para criação do Grupo Tortura Nunca Mais em foz do Iguaçu e Guarani Kararao;


19. Impugnação da Conferência da Juventude em julho de 2010, por essa não respeitar os moldes dos editais federais. Participação em formação do conselho da juventude.

20. Organização de um abaixo assinando contra o aumento da tarifa do ônibus coletivo.

21. Apoio a digitalização do Jornal Nosso Tempo, imprensa popular Iguaçuense de informação e conscientização histórica de política regional e nacional.

[1] União Dinâmica de Faculdades Cataratas.

[2] Curso de formação política “Como Funciona a Sociedade – Parte I e Parte II.

[3]Colégio Estadual Monsenhor Guilherme (2 oficinas); Colégio Estadual Costa e Silva (1 oficina); Colégio Estadual Castelo Branco (1 oficina); Colégio Estadual Almiro Sartori (1oficina); Colégio Estadual Carmelita de S.Dias (1 oficina); Colégio Estadual Barão do Rio Branco (2 oficinas); Colégio Estadual Três Fronteiras (2 oficinas) e Colégio Estadual Drumond de Andrade (2 oficinas).

[4] Faculdade União das Américas.

[5] Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

[6] Universidade Federal da Integração Latino-Americana.

'

terça-feira, 6 de março de 2012

Em Foz do Iguaçu, Dia das Mulheres é lembrado sob diferentes formas e expressões


"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres"
Rosa Luxemburgo


O Dia da Mulher está com um calendário cheio de atividades em Foz do Iguaçu, promovidas por diferentes entidades. A data é lembrada sob diferentes aspectos, desde a origem de luta da data, passando por debates sobre igualdade de gênero e, claro, por festividades.

No fim de semana, por exemplo, a Praça da Bíblia sediou exposição de poemas de autoras locais e nacionais; apresentações musicais e estamparia de camisetas. A realização foi da APP-Sindicato, Associação Guatá, Casa do Teatro, Casa da América Latina, Coletivo de Mulheres Ana Montenegro e Sindicato dos Jornalistas. "A proposta foi resgatar a origem da data, trabalhar a conscientização usando, entre outros instrumentos, uma cartilha com dados históricos", afirmou a pedagoga Mirian Takahashi. Cada exemplar custa R$ 10. Peça o seu pelo telefone (45) 3027-1893.

Para completar a agenda do sábado foi projetado o filme “Rosa Luxemburgo” no Teatro Barracão, seguido de um debate. “A sessão foi muito interessante e com mais gente nova no cineclube. A história da revolucionária é muito interessante. É a luta das mulheres. Gostaria de ver mais mulheres usando a Rosa como autoafirmação”, revelou Alan Camargo, aluno de antropologia na UNILA.

“O debate foi bom. Percebemos que o movimento feminino é um movimento de massa de luta de classe. Rosa Luxemburgo foi além de teoria, uma excepcional oradora e devotou a vida à revolução. Ela era uma pessoa sensível e delicada, com todas as cores femininas, mas não se calava frente ao antagonismo”, destacou o designer gráfico Claudio Siqueira.

Para Chico Dênis,
acadêmico de relações internacionais na UNILA, assistir o filme era um desejo antigo. “Eu queria assistir este filme há tempo. Gostei muito. A grande lição que o filme deixa é a da mulher decidida. A mulher que lidera a luta, busca seu espaço político, social e disputa o pensamento”.

Outdoors – O Dia da Mulher também está marcado por outdoors espalhados em Foz do Iguaçu. As placas foram produzidas pelo Conselho Municipal da Mulher. Segundo a presidente da instituição, Maria José de Souza El Saad, a busca pela igualdade dos gêneros é o principal objetivo.

“Esse é o nosso lema. Faremos ainda mais de 20 palestras nos bairros nesse mês e vamos trabalhar com a comunidade os temas violência contra a mulher e políticas públicas para a mulher”, disse Mazé.

Diversidade cultural - Em parceria com a Unila, o Conselho Municipal da Mulher também vai promover dois encontros com o tema "Debatendo gênero e diversidade cultural", na Fundação Cultural.

No dia 28, a programação começa as 14 horas com a palestra "Gênero, trajetória histórica". Às 19 horas, será realizada uma mesa redonda para discutir a política pública para as mulheres.

Já no dia seguinte, haverá exibição de um filme e, na sequencia, um sarau. À noite, mais uma mesa redonda encerra as atividades. O evento é aberto ao público.

Transferência presas - O Conselho da Comunidade na Execução Penal Comarca de Foz do Iguaçu, por sua vez, anunciou a transferência de uma presa paraguaia de volta para o país vizinho. A detenta está na Penitenciária Estadual de Piraquara e será deslocada, inicialmente, para a Cadeia Pública Laudemir Neves; depois seguirá pra cadeia feminina de Ciudad Del Este.

Conforme Luciane Ferreira, presidente do Conselho da Comunidade na Execução Penal, está será primeira transferência de uma mulher paraguaia de volta pra terra natal. Um acordo entre os dois países garante a presos e presas estrangeiros, já condenados, a chance de terminar de cumprir pena no país de origem (facilitando assim a visita de parentes e amigos).

Legislativo - O Dia da Mulher também terá um evento especial na Câmara Municipal, no dia 8, a partir das cinco horas da tarde. Organizada pela vereadora Nanci Rafagnin Andreola, a programação inclui apresentação musical com o Coral Municipal, uma palestra sobre política públicas para as mulheres e sorteio de brindes.

Grafite - Já o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular fará uma grafitagem na Avenida Brasil, perto das Lojas Colombo. O mural terá 20 metros de comprimento por 1 metro e meio de altura e o tema será a luta das mulheres. A atividade será nesta quinta-feira, a partir das 16 horas, e será acompanhada por música e poesia.

Empresárias - A Federação do Comércio do Paraná vai homenagear 23 empresárias de todo o estado no dia 19. O jantar será no Hotel Rafain Palace & Convention Center, a partir das 18 horas e 30 minutos. O evento abordará o tema “O Brilho da Gestão Feminina”, e espera reunir mais de 1.200 mulheres. Leia mais.

Bolsa de Valores - E o Conselho da Mulher Empresária e Executiva da ACIFI vai marcar a data com uma palestra sobre bolsa de valores. O tema será apresentado pela empresária, relações públicas e administradora Patrícia Goes, nesta terça-feira, às 19 horas, na ACIFI. A data será marcada por uma palestra, coffee break e sorteio de brindes, no auditório da associação.

_____________
Portal H2FOZ

'

NOTA DE REPÚDIO ÀS DECLARAÇÕES DO LATIFUNDIÁRIO TRAQUILO FAVERO

O Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu vem a público apresentar seu veemente repúdio ás declarações do latifundiário Tranqüilo Favero de que os camponeses paraguaios são delinqüentes e devem ser tratados como “mulher de malandro, que só obedece na base do pau".

Favero que se instalou no Paraguai na década de 70 e foi beneficiado com a compra de terras a preços irrisórios, além de outras benesses outorgadas pelo General Alfredo Stroessner, é dono de império que inclui grandes extensões de terras, produção de sementes, fábrica de agroquímicos, máquinas agrícolas, linhas de financiamento à produção, silos de armazenagem e até um porto.

As expressões de elogio à ditadura que o beneficiou e de clara apologia da violência social, de gênero e histórica, por parte do latifundiário, foram dadas em entrevista publicada pelo jornal Folha de São Paulo, edição do dia 5 de fevereiro.

O CDHMP rechaça a violência como via de solução de conflitos sociais, condena a apologia a violência de gênero que golpeia a vida de milhares de mulheres. Advoga ainda o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu o resgate da memória sobre as violações aos direitos humanos ocorridas no período das ditaduras civis-militares latinoamericanas porque ainda hoje a sociedade sofre suas conseqüências, entre elas a enorme desigualdade social a criminalização dos movimentos sociais e as diversas formas de violência institucional.

Foz do Iguaçu, 22 de fevereiro de 2012

A Diretoria

'

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

DUAS FOTOS DE DILMA SEPARADAS POR 41 ANOS





Duas imagens de Dilma separadas por 41 anos: retrato da democracia

Duas fotos mostram como em 41 anos o Brasil avançou no quesito democracia (ainda que tecnicamente a transição não tenha terminado – por culpa unicamente dos civis, diga-se de passagem).
A primeira imagem, de 1970, mostra a presa política Dilma sendo interrogada na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro, após 22 dias de tortura. Os militares que interrogam a presa, na hora da foto, escondem o rosto da História.
A segunda, feita anteontem, mostra oficiais-generais batendo continência para a presidente Dilma no almoço de confraternização das Forças Armadas, no Clube da Aeronáutica de Brasília.
'

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Relatório sobre a situação atual da saúde do trabalhador brasileiro, principalmente na região da Tríplice Fronteira

O Grupo de Trabalho (GT) sobre saúde e violência, do CDHMP/Foz do Iguaçu, depois de avaliar a situação da saúde do trabalhador em nossa região, durante mais de um ano, vem a público para denunciar o completo descaso com o qual tal área tem sido tratada pelas autoridades de saúde, pelos empregadores e pelos próprios sindicatos que representam suas categorias. Inicialmente temos que nos reportar ao que diz a Constituição Federal da República federativa do Brasil, a qual, em seu artigo 200, reza que: “Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei, executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador”.
'

Cale-se! (a nossa voz silenciada na Câmara de Vereadores)

Faz 63 anos que a humanidade criou no dia 10 de dezembro de 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Era uma reação à barbárie representada pelos horrores da Segunda Guerra Mundial.

'

CDHMP presta Moção de Repúdio à Câmara de Vereadores

O Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu torna público seu repúdio à decisão da Câmara de Vereadores de cancelar a entrega da moção de aplauso que estava marcada para esta quarta-feira, dia 8 de novembro. O que era para ser uma homenagem do legislativo iguaçuense ao CDHMP acabou tornado-se um desrespeito cometido pela Casa de Leis.
'

Saúde do trabalhador é tema de ato no Dia Internacional dos Direitos Humanos

Em comemoração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu (CDHMP) realizará neste sábado (10) um ato público no bairro Morumbi.  O ato contará com atividades culturais como música, teatro, sarau de poesia, rap, dança, exposições e varal de protesto.
'